quarta-feira, 6 de maio de 2009

"Conhece-te a ti mesmo"
Sócrates.

Ela fechava os olhos, no escuro da noite ela fechava os olhos. Tentava se concentrar naquilo que ela acreditava, o que ela era afinal?! Por que perdoava tanto, e errava tanto? Humanos são os que erram, mas cometer o mesmo erro?! Uma maçã nunca cai duas vezes ao chão, ela só cai quando está madura. Ela abria os olhos na tentativa de fugir destes pensamentos que só a confundiam, mas não conseguia, tinha que conter as lágrimas. Ela mudara, sua mente não era mais a mesma, sua mente se concentrava no passado, naqueles dias em que errara sem perceber, e acreditara em palavras sem sentido, sem nexo. Naqueles dias que confiou em pessoas que não devia e desconfiou de pessoas que só lhe queriam bem. Tentava conter as lágrimas teimosas que queriam correr pelos dias e amizades perdidas, pelas coisas que ela acreditava e deixou de acreditar depois de perceber que nada do que ocorrera era real! Seus olhos se fechavam e ela tentava controlar suas emoções, não podia ter pena de si mesma, ela errara muito com escolhas. Escolhas que podia ter usado a razão, podia ter deixado o coração de lado e ter ouvido um pouco sua mãe. Ela soluçava, não estava mais tendo ataque de choro, e sim um ataque estérico... Ela se culpava, culpava somente à si, e isso prevalecia as suas forças. Permanecia no escuro, a claridade lhe faria ter vergonha de mostrar seu rosto, seu rosto mostrava a verdadeira expressão de sofrimento. Não, ninguém saberia que ela estava ali, ninguém saberia o que ela estava sentindo, pois era algo muito doloroso, colocar em palavras seria impossível, os amigos mais próximos entenderiam sem pedir explicações. Ela soluçava, mas as lágrimas não corriam, elas estavam presas, deixando tudo sufocado... Ela não conseguia mais chorar por causa dele, nunca mais choraria por causa dele. Ele não a merecia, ele nunca chegou à a merecer. Ela confiou nele, ela se entregou de corpo e alma, e ele mostrou à ela que o amor não existe entre duas pessoas que acabaram de se conhecer, só há desejo. Hoje ela anda perdida, sua mente tem idéias, idéias vagas do amor, idéias que nem ao certo existem. Tudo mudou, a mente dela não é a mesma, o coração dela não se alegra mais tanto quanto antes, o seu sorriso verdadeiro é raro... Ela mudou, seu coração não é mais o mesmo, o frio da Sibéria tomou conta dele.
Bella

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