A menina está sentada em seu balanço cor de rosa, que está a uma mão do chão. Mas, não é ela que está pesada. É o seu coração. Os olhos também, inchados de lágrimas. O mundo como ela conhece deixou de existir. Nunca mais saberá o que é rir com despreocupação infantil, porque a infância ficou para trás. Esperanças esmagadas pelas próprias ilusões e sonhos despedaçados serão seus companheiros constantes agora que o amor da sua vida se foi. Ela ergue os olhos para contemplar o avião que corta o céu reluzente, o sol se afunda a oeste. Será que aquele avião é capaz de levar a sua dor pra longe ? Dificilmente. Jogá-la para o alto é impossível. Ela prefere que a dor permaneça, do que não ter nada para faze-lá se lembrar dele. O seu peito está esquisito. Como se estivesse vazio e oco. Ela imagina que é porque o seu coração se quebrou em tantos pedacinhos que basicamente desapareceu. A dor aumenta. Ela não tem morfina para ajudar a esquece-lo. Chora, transformando a grama em volta dela, em um lagri-mar. O pôr-do-sol carmim desaparece.
Bella
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