Essse final de semana, fui para casa da minha vó em Cerqueira e levei o meu primo junto comigo ... já era tarde e estavámos nós dois, na aconchegante sala de estar da casa dela. Tudo escuro, apenas o abajur aceso. Um ambiente acolhedor. Os mais velhos conversavam na cozinha; meus irmãos brincavam no quintal. O Yuri e eu, começamos a relembrar da nossa infância. Nós dois moramos anos juntos, e mesmo depois em casas separadas, convivemos mais como irmãos, do que primos. Meio que do nada, começamos a lembrar dos nossos aniversários, Natal, Páscoa ... dei tanta risada. Foi TÃO gostoso me lembrar de tudo ... e inacreditavelmente, consegui me lembrar de tanta coisa ... deu até um aperto no coração, sabe? Fiquei até imaginando se na volta nós dois morressemos de acidente, que absurdo. É que foi tão incrível, tão mágico. Não estou conseguindo nem me expressar direito ... meio que nós dois, depois de darmos MUITA risada e chorar com as lembranças, ficamos pensando .. que antes, quando erámos crianças, todas as nossas dores eram curadas com um beijo. Um beijinho da mãe num joelho esfolado ou do vô num qualquer machucado ... E hoje nós nos machucamos, tantas e tantas vezes, e nossas mães não se importam mais com os nossos machucados, nem param a vida delas para nos dar um beijo. E muitas vezes o machucado é tão profundo, que nem ao menos um beijo seria capaz de curá-lo. Então, encerro isso com a pergunta, o que fazer com as dores que não se curam com um beijo ? Antes era tão se simples ...
Bella
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